A bateria de indicadores dos EUA deu fôlego para os negócios nesta sexta-feira. A Bovespa operou sem indicadores internos de peso, e operou de olho do cenário externo. Em comparação ao desempenho dos seus pares internacionais, no entanto, as altas da Bolsa brasileira foram mais contidas. O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,97% e conseguiu superar a linha dos 65 mil, fechando aos 65.217 pontos. O volume negociado foi de R$7,91 bilhões, e as blue chips ligadas às commodities e ao setor financeiro puxaram a alta.
No front americano o dia foi repleto de boas notícias. O Departamento de Trabalho dos EUA divulgou que em janeiro foram criados 243 mil postos de trabalho, superando as estimativas, que giravam em torno de 160 mil, e a medição anterior, que apurou a criação de 203 mil vagas. A taxa de desemprego caiu para 8,3%, a menor desde 2009. A expectativa era de que ela se mantivesse estável, aos 8,5%. Ao payroll positivo se somou o avanço de 11% do Factory Orders, que mede os pedidos feitos à indústria, de dezembro, e o resultado do ISM Services. O índice do setor de serviço marcou 56,8 pontos na passagem entre dezembro e janeiro, superando as estimativas de 53,1 pontos e o resultado anterior, de 52,6 pontos.
No mercado europeu, o índice PMI da zona do euro, que mede a atividade econômica do setor privado da região, subiu de 48,3 em dezembro para 50,4 em janeiro. A evolução veio depois de quatro meses de contração. Com boas referências dos dois lados do Atlântico, o investidor europeu mostrou apetite pelo risco. Na Bolsa de Paris o índice Cac-40 fechou em alta de 1,52%, o Dax de Frankfurt avançou 1,67% e o FTSE-100 da Bolsa de Londres valorizou 1,81%. Em Nova York os índices também acentuaram a trajetória de alta no decorrer do dia, e até as 18h15 do horário de Brasília, o DowJones subia 1,17%, e o Nasdaq operava em alta de 1,59%.