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30/07/2010 16h23
Aluguel de ações: uma estratégia rentável para investidores de longo prazo
Por: Redação WinTrade
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“Como funciona o aluguel de ações, do ponto de vista do locador? Sou um pequeno investidor, mas de longo prazo. Qual o rendimento e custos para um lote de Vale, por exemplo?", enviada por Marcos Marcelo Ramos

Pensando como o proprietário de um imóvel, por que é interessante alugá-lo? Porque essa é, basicamente, uma forma de receber dinheiro, com a segurança de que, no final do contrato de locação, você terá o imóvel de volta. Alugar ações tem o mesmo princípio. Trata-se de uma operação segura, garantida pela Bovespa, que gera um rendimento extra e ainda reduz as possibilidades de perdas em momentos de instabilidade.

Não tem problema se o montante aplicado for pequeno ou grande, a operação pode ser vantajosa para todos, desde que se esteja na Bolsa visando ao longo prazo. Durante o período do contrato, o proprietário da ação (o doador) não perde o direito de subscrição e de receber parte dos lucros das companhias (dividendos) ou bonificações. Em contrapartida, no caso de ações ordinárias, quem aluga os papéis (o tomador) recebe o poder de voto.

O custo para o doador é zero e o retorno pode variar. “Ações com muita liquidez rendem em torno de 0,40% por ano, já outras com menos liquidez podem render até 5%, dependendo do momento”, pondera Góes.

Vantagens e desvantagens

“Ao colocar suas ações para alugar, o investidor fica de fora do risco do mercado. Se, por algum motivo, a Bolsa despencar, ele não vai sentir naquele momento a desvalorização”, diz Góes.  É apostando nessa desvalorização que o tomador (quem vai alugar as ações) sai ganhando.

Veja um exemplo: suponha que uma determinada ação esteja valendo R$ 27,90. Agora, imagine que, acreditando na queda desse preço, um investidor decida alugar a ação para depois vendê-la. Se suas expectativas se concretizarem e o papel passar a valer R$ 25,00, o tomador irá recomprar a ação por um custo menor do que quando a vendeu. Assim, ele devolverá a ação ao doador e irá embolsar a diferença.

Para o doador, toda atenção é pouca! Ele deve estar convicto das opções de investimentos, já que não poderá mexer em sua carteira durante um determinado período. Por isso, assumir a tarefa de doador é indicado somente para investidores de longo prazo.

Na prática

Os interessados em colocar as ações para alugar devem entrar em contato com a corretora e estabelecer o preço e o tempo que o montante ficará disponível.  Geralmente, esse período do contrato gira em torno de um mês. Para quem vai alugar ações, é necessário uma margem de segurança de 150% do montante, que funciona como uma espécie de garantia.

Ambas partes envolvidas na operação saem ganhando. O proprietário da ação recebe o valor do aluguel, que é uma remuneração que deve ser fixada dentro da média do mercado. No caso da Vale, está entre 0,4% e 1% ao ano, que é recebida conforme o tempo que durar a operação. Porém, sobre esse valor é descontado o imposto de renda, que varia de 15% a 22,5%, dependendo do tempo.

Já o tomador tem que arcar com a taxa de corretagem, mais 0,25% da taxa de registro da BM&FBovespa.

Passo a passo para alugar suas ações

1- O investidor que quer alugar suas ações tem que estabelecer a taxa de retorno e o período da operação. Para ponderar esse valor é aconselhável pesquisar a taxa média dos ativos negociados no site da CBLC (www.cblc.com.br).

2- O próximo passo é registrar a oferta junto com a corretora e esperar que surja algum interessado.

3- Quando o negócio for feito, a ação não sai da carteira do doador, mas fica indisponível para negociações.

4- Depois do cumprimento do tempo estabelecido no contrato, as ações são devolvidas. Nesse instante, o investidor recebe o valor do aluguel, porém, é bom lembrar que existe um desconto de imposto de renda de acordo com o prazo da locação, que pode variar de 15% a 22,5%.

5- Quem alugou os papéis tem que arcar com a taxa de corretagem, que é em média 0,5% do valor da operação, mais 0,25% da taxa de registro da BM&FBovespa.
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