O rali visto no mercado acionário no primeiro mês do ano se estendeu nesta primeira sessão de fevereiro. Estimulados por uma agenda positiva na China e na Europa, os investidores viveram mais um dia de apetite pelo risco. O Ibovespa acompanhou essa tendência e fechou o dia em forte alta de 2,37%, com 64.567 pontos e giro financeiro de R$ 9,86 bilhões. As ações da Gafisa continuaram em destaque na ponta positiva do índice, subindo 6,92% com os rumores de venda da companhia. Outras ações do setor construção também tiveram boas valorizações. A OGX, petrolífera do Grupo EBX, também teve um dia de valorização, com o mercado de olho no início da extração de petróleo na Bacia de Campos e na descoberta de reservatórios de pré-sal em águas rasas. Os papéis ordinários da empresa encerraram em alta de 5,62%.
Na Europa, enquanto não se encerram as negociações da dívida grega, a melhora do setor industrial animou o mercado. O índice dos gerentes de compra (PMI na sigla em inglês) da zona do euro subiu de 48,8 em dezembro para 46,9 em janeiro, o melhor resultado em cinco meses. No entanto, enquanto o resultado estiver abaixo dos 50 pontos o cenário é de contração da atividade. Quem teve o melhor desempenho foi a Alemanha, que superou essa marca dos 50 pontos e apresentou expansão. Na Ásia, o índice PMI da China também cresceu, passando de 50,3 em dezembro para 50,5 em janeiro, a segunda alta consecutiva.
No outro lado do Atlântico, a ADP, empresa de processamento de folhas de pagamento, apontou que foram criadas 170 mil vagas de trabalho em janeiro nos Estados Unidos. Como o resultado foi menor do que o registrado no mês anterior, embora o mercado já tivesse projetado uma queda no número de vagas, o investidor americano operou de olho na agenda europeia. Até as 18h de Brasília, o índice DowJones avançava 1,00%, enquanto o Nasdaq subia 1,31%. No front europeu, o Cac-40 da Bolsa de Paris fechou em alta de 2,09%, o Dax de Frankfurt valorizou 2,44% e na Bolsa de Londres o FTSE-100 teve alta de 1,92%.