A expectativa em torno da negociação da dívida grega guiou o mercado nesta quarta-feira, em uma jornada marcada pela agenda fraca e pela volatilidade. A Bovespa, sem referências internas, operou colada aos índices de Wall Street e fechou em queda de 0,13%, aos 65.831 pontos e R$ 7,95 bilhões negociados. As ações do setor bancário se destacaram no campo positivo do pregão, e durante parte do dia conseguiram manter o índice no azul.
Lá fora, os investidores seguiram atentos à reunião entre o primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, e líderes dos principais partidos políticos do país. O encontro deve culminar na aprovação de novas medidas de austeridade, o que abriria caminho para a liberação de mais um pacote de auxílio monetário. Notícias de que o documento final do acordo já estaria pronto e a decisão do Banco Central Europeu de trocar bônus gregos a um preço abaixo do valor de face, ação que contribuiria para a redução da dívida do país, sustentaram leves altas nos índices durante parte do dia. Nos EUA, o presidente do Fed de São Francisco, John Willians, comentou a possibilidade de o país contar com novas medidas de estímulo à economia caso seu ritmo de crescimento perca força.
Mas a ausência de um acordo na Grécia não permitiu que o otimismo dos investidores visto no início do dia se sustentasse, e a maior parte das bolsas fechou no vermelho. Em Paris, o Cac-40 caiu 0,05%, o FTSE-100 da Bolsa de Londres recuou 0,24% e o Dax de Frankfurt desvalorizou 0,08%. Em Wall Street, até as 18h, o DowJones e o Nasdaq conseguiram reverter as perdas e operavam próximos à estabilidade, subindo 0,01% e 0,31%, respectivamente.