A Bovespa fechou o último pregão de janeiro no mesmo espírito de alta que vinha embalando desde o início do mês. O Ibovespa avançou 0,48%, aos 63.072 pontos e R$ 8,77 bilhões de giro financeiro, impulsionado pelo maior otimismo do mercado com a zona do euro e passando por cima dos dados da agenda americana, que derrubaram os índices por lá. Nos destaques da sessão, a Gafisa (ON) encerrou em alta 7,11% após rumores de venda da empresa. Já as ações preferenciais do Bradesco caíram 3,21%, repercutindo a decepção do mercado com os números apresentados no seu último balanço.
No problemático front europeu o dia foi mais de soluções do que de problemas. A reunião dos líderes da União Europeia em Bruxelas rendeu um acordo de um novo pacto fiscal do grupo, que será assinado em março. Também foram acertados detalhes sobre o ESM (Mecanismo de Estabilização Financeira) e o EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), cujos montantes, somados, serão de 500 bilhões de euros. Além disso, o primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, afirmou que houve um significativo progresso na negociação da dívida entre o governo grego e seus credores. Refletindo maior otimismo com o futuro da economia local, os índices europeus fecharam no azul. Em Londres o FTSE-100 subiu 0,19%, em Paris o Cac-40 teve alta de 1,01% e o Dax de Frankfurt valorizou 0,22%.
Já nos EUA a agenda de indicadores local amargou o ânimo dos investidores. O Consumer Confidence, que mede a confiança do consumidor americano, marcou 61,1 pontos em janeiro, abaixo das estimativas de 67 pontos e também do resultado de dezembro, quando o índice marcou 64,8 pontos. O Chicago PMI, que apura o nível de atividade industrial na região, também recuou neste mês. O índice atingiu 60,2 pontos, frente expectativa de 62,8 pontos e de 62,5 pontos registrados em dezembro. O mercado acionário americano se descolou do cenário externo e operou em baixa. Até às 18h10 de Brasília, o DowJones caía 0,25%, enquanto o Nasdaq se recuperava subindo 0,06%.