Motivado por números otimistas vindos dos EUA e da China, o mercado encontrou fôlego para conquistas fortes ganhos no primeiro pregão de setembro. O principal termômetro da Bolsa paulistana teve alta de 2,96%, aos 67.072 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,4 bilhões.
Como o mercado já vinha bastante pressionado nos últimos dias, os investidores aproveitaram as boas notícias para voltar às compras. Provavelmente a Bovespa vai retomar o crescimento nos próximos dias, mas o fantasma do Tio Sam ainda não está afastado.
Nos Estados Unidos, a ADP informou que 10 mil vagas foram cortadas no setor privado do mercado de trabalho americano no mês passado, enquanto analistas esperavam que o dado apontasse a criação de 20 mil postos.
Em contrapartida, segundo o ISM (Instituto de Gestão do Fornecimento) o nível de atividade do setor industrial registrou crescimento pelo 13º mês consecutivo. O índice avançou de 55,5 pontos em julho, para 56,3 pontos em agosto, superando as estimativas dos economistas. O resultado veio muito positivo, porém, é preciso lembrar que se refere ao mês de férias de verão dos americanos, quando o consumo costuma ser maior. Agora, é observar para ver se o indicador vai se sustentar.
Na China, o índice chinês do setor manufatureiro, HSBC, atingiu o maior nível dos últimos três meses, expandindo de 49,4 em julho, para 51,9. Economistas da WinTrade opinam que o crescimento chinês vai segurar a Ásia. Além de refletir muito positivamente aqui, a compra de commodities foi a principal responsável pelas grandes altas das ações da Vale e da Petrobras.
Os investidores da Vale podem comemorar as novidades, mas não devem esquecer que o preço do minério de ferro ainda pode ser reduzido em 10%, o que se contrapõe com essa expansão do dragão chinês. Se a demanda está crescendo, por que diminuir o preço? A resposta mais provável é a melhora nas margens dos chineses.
No velho continente, o índice Markit, que mensura a atividade manufatureira na zona do euro, atingiu 55,1 em agosto, contra 56,7 em julho.
Por aqui, os investidores estão na expectativa do anúncio do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa Selic. Na opinião de analistas o dado deve ser mantido em 10,75%. No cenário inflacionário, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) registrou contração 0,08% até a quadrissemana encerrada em 31 de agosto.
Altas e baixas
As primeiras colocações do quadro de altas foram ocupadas pelas ações ordinárias da Fibria e da Petrobras, com ganhos de 6,17% (a R$ 28,73) e 5,61% (a R$ 31,25), respectivamente. Na outra ponta, sofrendo as maiores quedas, ficaram as ações preferenciais da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista e ordinárias da TIM, com perdas de 1,31% (a R$ 49,15) e 1,29% (a R$ 6,90), cada.