O impasse em torno da negociação da dívida grega voltou a preocupar os mercados no início dessa semana. A falta de um acordo entre o governo e seus credores privados pressionou as bolsas, sobretudo o setor financeiro e os ativos ligados às commodities. O investidor brasileiro acompanhou a disposição dos players estrangeiros, levando o Ibovespa a operar no vermelho durante todo o dia, mudando de direção apenas no final da sessão, ficando no campo positivo por um triz. O índice fechou o pregão em leve alta de 0,01%, aos 65.223 pontos e R$ 5,18 bilhões de giro financeiro.
Sem indicadores de peso na agenda econômica internacional, o mercado operou de olho na Europa, onde continua a indisposição dos detentores da dívida grega para entrar em um acordo com Atenas, sobretudo em relação à taxa de juros que deve ser paga pelos bônus soberanos. Com isso, a possibilidade de um default volta a aparecer. Apesar disso, se estima que os cortes de gastos nas contas públicas gregas deve ser de 1,5% do PIB. O primeiro-ministro Lucas Papademos vai continuar as negociações com os credores.
O sentimento de aversão ao risco foi amenizado pelo pronunciamento do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard. Ele afirmou que o mercado imobiliário dos Estados Unidos está começando a se recuperar, e que a taxa de desemprego do país deve ficar abaixo de 8% ainda este ano. A notícia de que as encomendas à indústria alemã cresceram 1,7% em dezembro, ante perspectiva de alta de 1%, também evitou que a queda das bolsas fosse maior. Em Frankfurt o Dax fechou em queda de 0,03%, na Bolsa de Paris o índice Cac-40 caiu 0,66% e o londrino FTSE-100 recuou 0,15%. Nos EUA, até as 18h de Brasília, o Dow Jones e o Nasdaq operavam em baixa de 0,29% e 0,26%, respectivamente.