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17/02/2011 15h44
Hypermarcas: a gigante que não para de crescer
Por: Leandro Lanzoni e Laura de Araújo
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HypermarcasO Hyper em seu nome não é pretensão ou exagero. Nenhuma empresa no País adquiriu tantas marcas em tão pouco tempo nos últimos anos. A companhia concentra em seu portfólio líderes e vice-líderes de quatro principais segmentos: medicamentos; beleza e higiene pessoal; alimentos e higiene e limpeza. Você já deve ter ouvido falar, por exemplo, em Monange, Cenoura & Bronze, Zero Cal, entre outros tantos nomes conhecidos. Essa estratégia agressiva de aquisições está rendendo à empresa neste ano um “desconto” em suas ações, que pode muito bem ser encarado como uma oportunidade de mercado para o futuro, já que seus fundamentos continuam muito positivos. Confira!

Para frente e avante! - A constante renovação na diversificação do portfólio de marcas e produtos é tática carimbada pela Hypermarcas. A companhia aproveita seu amplo potencial de distribuição para investir em produtos que possam expandir, mas que ainda não sejam explorados em todas as regiões.

A empresa parece nunca parar de crescer. Depois de anunciar mais três aquisições no dia 11 de novembro de 2010, em uma operação que totalizou R$ 251,5 milhões, o presidente da Hypermarcas, Claudio Bergamo, declarou que esse tipo de expansão vai continuar desde que a compra de novas marcas esteja dentro do objetivo estratégico e traga retorno aos acionistas. Segundo ele, isso ocorrerá sempre de mãos dadas com o crescimento orgânico dos negócios já existentes.

“A estratégia da Hypermarcas tem um grande potencial por se pautar nas classes C e D, que têm um ótimo crescimento, e na aquisição de marcas de produtos básicos, que dificilmente vão apresentar algum entrave na comercialização”, pondera a analista da Lopes Filho, Maria Christina Maciel.

Tirando proveito da economia - O cenário macroeconômico favorável do Brasil é algo que beneficia a Hypermarcas. Indicadores como o aumento da produção industrial, a diminuição da taxa de desemprego e a elevação do rendimento mensal influenciam positivamente seu desempenho. Isso sem contar a ampliação das classes C e D, que representam uma crescente fatia de mercado.

Segundo Góes, analista e economista da Wintrade, o setor de Bens de Consumo está em um momento espetacular. “A expansão do crédito, o aumento da renda do trabalhador e o maior nível de empregabilidade têm ampliado o público desse mercado”, comenta.

Para quem está de olho na empresa, analistas alertam que o papel está começando a ficar mais em conta. Contudo, as ações da Hypermarcas não são uma boa aposta para as carteiras que estão visando ao lucro no curto prazo, pois apresentam um baixo potencial de valorização até o próximo semestre. Mas quem está visando ao longo prazo pode começar a pensar em comprar. Em 2010, as ações da empresa (HYPE3) valorizaram 12,65%. Em compensação neste ano estão caindo 13,89% (até 15/02).

Pontos a levar em conta - Os investidores que estão interessados nas ações da Hypermarcas têm que fazer uma análise econômica mais ampla para saberem se vale a pena o investimento. Se por um lado o forte crescimento da economia nacional impulsiona resultados positivos, por outro, uma desaceleração econômica também pode resultar na acomodação dos resultados da companhia.

“Como no ano passado o Brasil ainda estava se recuperando da crise, este ano já começou com a economia bem aquecida”, pondera José Góes. Mesmo com o esfriamento da economia, o consultor não acredita que o País deva decepcionar. “As estimativas do mercado apontam crescimento de 4,5% em 2011, o que já é um número muito positivo”.

A elevação da inflação e a variação da taxa de juros também são indicadores que podem representar riscos aos resultados operacionais. “A taxa de juros deve subir ainda mais neste ano, o que pode impactar direta ou indiretamente as empresas de Bens de Consumo, como a Hypermarcas”, alerta Góes.

Outra questão pontual é a proposta de aumento dos impostos para o setor de Cosméticos, presente na Medida Provisória 497, que deve ser definida este ano. Economistas apontam que a mudança poderia aumentar em até 15% o preço final dos produtos de higiene pessoal e cosméticos ao consumidor. Embora a Hypermarcas não concentre 100% das vendas no setor, os resultados seriam impactados negativamente. Desta forma, vale ficar de olho nos desdobramentos.

As caçulas da família Hypermarcas
Conheça as novas aquisições anunciadas até o último dia 9 de fevereiro

Perfex

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Perfex
A empresa adquiriu da Johnson & Johnson a sua linha de panos de limpeza multiuso. A compra inclui direitos de propriedade intelectual, estoques, materiais promocionais, fórmulas, especificações e know-how da Perfex.
Investimento: US$17 milhões
Mantecorp
A compra do laboratório foi mais uma jogada da Hypermarcas para aumentar sua participação no mercado farmacêutico. Ao adquirir a Mantecorp, o grupo adicionou à sua lista de produtos medicamentos como o antigripal Coristina e os antialérgicos Polaramine e Celestamine.
Investimento: R$ 2,5 bilhões
Pom Pom
A compra foi realizada visando à criação de uma marca forte para produtos infantis, reforçando a presença da Hypermarcas nesse segmento. O objetivo é que a novata se torne uma das principais marcas do grupo nos próximos dois ou três anos.
Investimento: R$ 85 milhões
Digedrat, Peridal e Lopigrel
A aquisição de três marcas de medicamentos da Sanofi-Medley foi feita mirando o alto índice de rentabilidade que o segmento apresenta. O objetivo é ampliar a presença em medicamentos de prescrição, além do fortalecimento em linhas de cardiologia, gastroenterologia e pediatria.
Investimento: R$ 84 milhões
Bitufo
A marca, que nasceu com a primeira escova de dois tufos e hoje é dona de 100 produtos de higiene bucal, é atrativa por seu alto crescimento e margem bruta favorável. A estratégia com a aquisição é reformar a presença da empresa neste segmento.
Investimento: R$ 82,5 milhões
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