Boa parte das bolsas pelo mundo operou em alta nesta quarta-feira, influenciada, principalmente, pela a redução do medo em relação à situação fiscal de países europeus. No Brasil, o Ibovespa refletiu o dia de queda nos mercados internacionais ontem e fechou as operações em baixa de 0,51%, a 66.407 pontos. O volume negociado foi de R$ 5,7 bilhões.
Na Terra do Tio Sam, a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve (BC norte-americano), referente à metade do mês de julho até o fim do mês de agosto, constatou uma recuperação lenta da economia dos EUA e mais sinais de desaceleração do que em períodos anteriores. O Fed também anunciou um recuo no Consumer Credit (Crédito ao Consumidor) de US$ 3,6 bilhões no mês de julho, acima das projeções de US$ 5,2 bilhões do mercado. Com isso, o NASDAQ fechou em alta de 0,86%, enquanto o Dow Jones teve uma valorização de 0,45%.
No front doméstico, após o feriado da Independência, muitos papéis sentiram os reflexos das quedas nas bolsas internacionais na terça-feira, segundo economistas da WinTrade. Entre os indicadores, o destaque ficou para o IPC-S (Índice de Preço ao Consumidor – Semanal), que teve um acréscimo de 0,25 ponto percentual, registrando uma inflação de 0,17%.
Do outro lado do Atlântico, o destaque ficou para a boa absorção pelo mercado dos títulos das dívidas públicas emitidos por Portugal e Polônia, com demanda acima das expectativas. Entre as bolsas europeias, o FTSE 100 (Reino Unido) valorizou 0,41%, o DAX Performance (Alemanha) teve uma alta de 0,76% e o CAC 40 (França) subiu 0,92%.
Altas e baixas
No “pódio” de hoje da BM&FBOVESPA ficaram os papéis ON da OGX, da própria Bolsa e da Embraer, com altas de 4,38% (R$ 20,24), 3,41% (R$ 13,65) e 2,76% (R$ 11,55), respectivamente.
Amargando a lanterna ficaram a ação PNB da Eletropaulo e os papéis ON da CPFL e da Petrobras, com quedas de 5,38% (R$ 30,96), 5,01% (R$ 39,20) e 4,44% (R$ 31,86) cada.