Mesmo começando a semana com queda de 0,21%, aos 62.770 pontos e com giro financeiro de R$ 6,1 bilhões, o Ibovespa diminuiu suas perdas ao longo de um dia em que chegou a cair mais do que 1,40%. Os investidores se mostraram preocupados com a crise da Europa, principalmente a situação da Grécia, que pesou contra a recuperação da bolsa e as commodities. A realização de lucros começada no final da semana passada parece ter continuado hoje.
Os líderes da União Europeia, reunidos em Bruxelas, ainda não se decidiram por um acordo sobre possíveis medidas permanentes de resgate e um pacto fiscal mais restritivo, com sanções a quem descumprir as regras. A Grécia também leva pessimismo aos mercados, já que as negociações com os credores privados da dívida permanecem em suspenso, sem que as duas partes tenham concordado.
Nos Estados Unidos, a agenda de indicadores foi fraca, com destaque para a renda pessoal dos americanos, que cresceu 0,5% em dezembro na comparação com o aumento de 0,1% de novembro. A previsão era de um aumento de 0,4%. Já os gastos permaneceram estáveis em 0,1%, atendendo às expectativas. Por sua vez, o Federal Reserve de Chicago anunciou que o índice de atividade industrial do meio-oeste americano avançou 1,7% em dezembro, atingindo a marca de 87,4.
Com a falta de confiança em um acordo dos líderes europeus em Bruxelas para a resolução da crise, as bolsas europeias sofreram baixas. O FTSE-100 de Londres recuou 1,09%, o CAC 40 de Paris perdeu 1,60% e o DAX de Frankfurt fechou em queda de 1,04%. Em Wall Street, por volta das 18h20 as bolsas acompanhavam o mau humor geral: o índice Dow Jones caía 0,12% e o Nasdaq operava em baixa de 0,16%.