Um nicho de mercado ainda pouco explorado, mas que tem recebido a atenção de empresas financeiras é o da terceira idade. A geração tradicionalista (nascidos entre 1925 e 1945) foi profundamente afetada pela Segunda Guerra Mundial (1939-1945), mas beneficiada pelo avanço da tecnologia e pelas descobertas médicas, permitindo desfrutar de maior longevidade, com qualidade.
É uma geração cujas características marcantes são o conservadorismo social, o respeito à autoridade e o patriotismo. Uma geração desconfiada em relação ao sistema financeiro, pela própria educação hereditária, acostumada a ver seus pais guardando o dinheiro debaixo do colchão ou transformando em ouro.
Este público da terceira idade se dedicou ao trabalho, à família, guardou dinheiro e hoje busca aplicações financeiras seguras para render o capital investido. A ideia por trás destes investimentos está em desfrutar de viagens, fazer festas, comprar roupas, bugigangas e, acima de tudo, trazer alegria para os filhos e netos.
Pois bem, se parte do objetivo é a alegria dos seus descendentes, parte dos investimentos pode ser destinada às aplicações de longo prazo. Se esta premissa puder ser considerada verdadeira, é necessário que o investidor da terceira idade conheça as opções de investimento que atendam a esta demanda.
Apesar do conceito de Bolsa de Valores existir no Brasil desde a inauguração da Bolsa Livre, em 1890, foi apenas em meados da década de 60, com as reformas do sistema financeiro nacional e do mercado de capitais, que passou a se popularizar, dadas as suas limitações.
Por ser um mercado relativamente novo a pequenos investidores, em especial quando comparado aos produtos financeiros oferecidos pelos bancos, é importante que este investidor tome conhecimento do funcionamento do mercado de renda variável para que possa maximizar os seus recursos de longo prazo.
Além disso, não existe idade para cuidar do dinheiro. É importante que faça o seu orçamento, estabeleça metas, defina consumo, aproveite os descontos voltados para a idade, negocie e evite o pagamento de juros com taxas superiores às receitas provenientes dos investimentos em renda fixa.
Para ver os familiares no Skype, conversar via celular e trocar e-mail, apenas como alguns exemplos, estas pessoas precisaram aprender a usar os hardwares e compreender os softwares. É certo que não possuem a mesma habilidade da “geração Y” e consomem um tempo maior para aceitar as novas tecnologias como parte de seu cotidiano, mas não deixam de aprender a usá-las e se beneficiar delas.
Assim como os produtos tecnológicos foram se desenvolvendo, os produtos financeiros também tiveram o seu momento. O Call System foi substituído pelo Trading Post, depois pelo Pregão Eletrônico com o uso do Home Broker, trazendo um maior número de empresas e investidores para o mercado. Além do mercado à vista, se desenvolveu também o mercado de derivativos, seja com contratos futuros, de opções ou com as operações de swap. O mercado se profissionalizou e está mais regulado.
Para acompanhar o crescimento do mercado e aproveitar as boas oportunidades que nele são oferecidas, é preciso que o investidor esteja atualizado. Aliás, se o mercado assusta, vale lembrar que tantas outras coisas que hoje são “tiradas de letra”, já foram, num passado não muito distante, um “bicho de sete cabeças”. Mãos à obra, nunca é tarde para aprender!
Para falar com o professor Boro e tirar dúvidas, envie um e-mail para boro@boro.com.br com cópia para editorial@wintrade.com.br.
Formado em Comércio Exterior, Eli Borochovicius é pós-graduado em Política e Estratégia pela USP, certificado e licenciado pelo “The Money Camp” e Membro Orientador do INI - Instituto Nacional de Investidores. Atuou por mais de 15 anos em empresas financeiras e realizou diversos cursos de especialização, tal qual o MBA Executivo Internacional pela FGV e o MBA em Empreendedorismo pela Babson College/US.
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