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16/02/2011 11h29
O futuro do grupo EBX
Por: Redação WinNews
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Quais são as expectativas para as empresas do Grupo EBX para o decorrer do ano? pergunta enviada por Samuel Reis

A relação entre o grupo EBX e o mercado vai bem. No último dia 9 de fevereiro, inclusive, o empresário Eike Batista e seus executivos organizaram uma teleconferência com investidores, onde foram discutidas as principais novidades e oportunidades para o grupo neste ano. Confira algumas delas:

• Com relação à LLX, empresa de logística do grupo, as obras do Superporto Açu, na Bacia de Campos, estão a todo vapor e devem ser finalizadas no tempo previsto. O novo porto será o responsável por, a partir de 2012, escoar a produção siderúrgica de Serra Azul, em Minas Gerais.

• A MMX, de mineração, de acordo com os executivos do grupo, dispõe de dinheiro e variedade de produtos para continuar crescendo. Como a expectativa é que o preço do minério de ferro aumente no longo prazo (de US$ 60 para US$ 100 segundo Eike Batista), projetos mais caros poderão ser executados.

• Já para a MPX, do ramo da energia, a promessa de lucros vem da Colômbia, onde a empresa possui direitos de exploração sobre 38 mil hectares em uma região produtora de carvão térmico, que deve abrigar também carvão metalúrgico. Estudos apontam para recursos potenciais de 1,74 bilhão de toneladas de carvão, e o grupo optou por criar uma empresa exclusiva para isso, a CCX, que tem valor estimado entre US$4 bilhões e US$6 bilhões. A oferta pública de ações da nova empresa deverá ser feita simultaneamente em São Paulo, Bogotá e Londres, e a expectativa é que a operação levante até US$ 1,5 bilhão.

• A OGX, braço do grupo no setor de petróleo, também traz boas perspectivas e novidades.  Foi anunciado o término da perfuração do poço horizontal OGX-26HP na Bacia de Campos, e um teste de formação apontou para um potencial de produção de 40 mil barris diários. O próximo passo será o Teste de Longa Duração (TLD), pelo qual se dará início a produção. A área de vendas da empresa já começou a contatar potenciais clientes para a compra da produção inicial. Também foi abordado na conferência o processo de farm-out, pelo qual a empresa venderá parte dos direitos de concessão detidos na Bacia de Campos. Embora não tenha dado prazo para operação, nem indicado qual área será posta em negociação, Batista pediu confiança e afirmou que eles serão “os mais oportunos possíveis”.

EBX Internacional

No final de janeiro foi criada a EBX Internacional, que terá como base um escritório em Nova York, a ser aberto ainda no primeiro trimestre. Os negócios no exterior visam contatar investidores nos EUA, Europa, Ásia e Oriente Médio. Além disso, já foi anunciado que a OGX passará a ter seus ativos negociados na bolsa de Londres. A ação visa atrair investidores que deixam de comprar ações na Bovespa pela burocracia.

Palavra do analista

José Góes, analista econômico da WinTrade, afirma que a expectativa do mercado é positiva para as empresas da EBX. O principal desafio é transformar o potencial de produção em produção de fato, em receita e, depois, em lucro. “Como são empresas pré-operacionais, dependem muito de descobertas”, lembra Góes. Se a EBX conduzir bem as suas empresas, operando de acordo com a expectativa, é sinal de que as coisas tendem a continuar boas, indica. Ele aconselha o investidor a ficar de olho nos passos da empresa, conferindo se ela cumpre corretamente os cronogramas – e torcer para que aconteçam novas descobertas, que são sempre bem-vindas.

O analista lembra que riscos existem, mas que as boas perspectivas dão gás para as ações. Para compra, ele destaca a OGX e a MPX, que se tornam interessantes devido às grandes reservas de petróleo e gás. Ele também recomenda a MMX, que já está operacional, e que deve gerar lucros em breve. A LLX também é uma boa aposta, mas ele lembra que não é um órgão independente, pois trabalha junto com outras empresas, como a MMX e a OGX.

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