A Embratel, empresa que atua na área de Telecomunicações, tem feito parte de muitas das carteiras dos investidores que procuram ações do setor. Além de oferecer soluções completas a todo mercado brasileiro, incluindo telefonia local, longa distância nacional e internacional, transmissão de dados, televisão e internet, a empresa assegura atendimento em qualquer ponto do território nacional através de soluções via satélites. Ela possui a maior rede de telecomunicações do País, que reúne fibras ópticas, cabos submarinos e equipe de trabalho altamente qualificada.
A história da Embratel começou em 1965, quando foi constituída como empresa pública. Em 1969, a telecom passou a exercer o controle sobre todos os equipamentos e operações das telecomunicações interestaduais e internacionais do País e, em 1971, inaugurou a primeira central internacional semi-automática do País. Cerca de nove anos depois, a Embratel introduziu no Brasil o primeiro serviço exclusivo de comunicação de dados da América do Sul, o Transdata, inicialmente interligando Rio-São Paulo-Brasília e com capacidade para 4.042 circuitos de baixa velocidade. Dez anos depois, o serviço contava com 28.300 circuitos ativados, abrangendo todo o País.
Foi em 1996, com a revolução digital e a chegada da internet, que a Embratel se destacou ainda mais e, em 1998, um pouco antes de completar 33 anos de atividades como empresa estatal, a telecom foi privatizada. O processo ocorreu após um amplo programa de transformação, iniciado dois anos antes, com a finalidade de torná-la uma empresa mais ágil e habilitada a atuar em mercado competitivo. Hoje deve ser observada como uma oportunidade dentro do contexto do novo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que deve ser lançado em breve.
Acredita-se que o Governo irá precisar das empresas privadas que atuam na banda larga para desenvolver e ter “sucesso” na nova empreitada. Conforme especialistas do mercado, o Governo teria que investir muito dinheiro só com a Telebrás, o que provavelmente não acontecerá. É mais fácil e menos caro o Governo buscar a expertise das empresas que estão no mercado, como a Embratel que tem grande potencial.
O que levar em conta - Quem quiser ter em sua carteira as ações da Embratel precisa ficar de olho em como será feito este Plano do Governo e a participação da Embratel dentro dele. Para o analista Bruno Sávio, da Consultora Lafis, a Embratel pode se beneficiar por possuir o maior Backbone óptico do País e redes ópticas nas principais capitais. “Para a empresa, cujo faturamento vem sendo fortemente apoiado na oferta de pacotes triple play, um alcance maior junto aos consumidores significa possibilidade de maior ganho de escala e expansão nas margens”, avalia.
Em 2009, a receita líquida da Embratel cresceu 8,4% ante 2008, totalizando R$ 10.602 milhões. No acumulado, a receita com o serviço local cresceu 24,4%, a receita de comunicação de dados cresceu 21,7% e a receita de longa distância reduziu 0,6%. O lucro líquido apresentou avanço de 111,09%, para R$ 1.292,6 milhão. Com relação às ações, as ON apresentaram valorização de 89,87% em 2009, e as PN, 92,31%. Um resultado que agradou quem tinha os papeis. Neste ano, porém, até o último dia 8 de abril, as ON e as PN registravam perdas de 13,33% cada. Mas é preciso calma! Como pode ser observado diante de um cenário mais amplo, isto não deve ser levado em conta como um único fator por quem pretende investir.