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19/05/2010 19h18
Quinta maior empresa do setor lácteo do País é mico na Bolsa
Por: Redação WinTrade
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"Gostaria que fosse feito um comentário mais abrangente sobre a Laep (MILK11) / Parmalat, que acabou de formar um consórcio com o grupo GP Investimento", enviado por Roberval Brito.

O Grupo Laep Investiments LTD foi criado para capturar oportunidades do setor lácteo tanto no Brasil quanto no exterior. Trata-se de uma empresa de private equities, ou seja, com investimentos em participações, que negocia BDR’s nível 3 na BM&FBOVESPA  - o que exige que a empresa estrangeira seja registrada como companhia aberta no Brasil.

Em março deste ano, a Laep, detentora do licenciamento da marca italiana Parmalat, e a Monticiano Participações, da GP Diary, fecharam um negócio que criou a quinta maior empresa do setor de leite do País. Na transação, a Monticiano, dona da Leitebom, formou um consórcio com a Glória Alimentos e a Ibituruna, empresas da Laep, que possuem três unidades: Guaratinguetá (SP), Votuporanga (SP) e Governador Valadares (MG). Tais empresas foram adquiridas pela Laep após o ano de 2006.

Esse consórcio comprará matéria-prima e fará distribuição conjunta para as cinco fábricas da Leitebom e para as três fábricas da Laep; estas últimas passarão para o controle da Monticiano em uma segunda etapa da negociação. Em troca, a Laep terá uma participação acionária de 40% no capital da Monticiano. Para tanto, ainda faltam alguns detalhes, como o licenciamento da marca Parmalat para a Monticiano.

Para quem está de olho nas ações da empresa, vale a pena ficar atento ao que pode se mostrar como mais um “mico da Bolsa”. “Chamamos de ‘mico’ quando o fundamento do papel é muito fraco, o que ocorre neste caso. A empresa trabalha com um patrimônio líquido negativo, possui dívidas, mas sempre há uma expectativa de fusão que possa colaborar com a sua recuperação. Foi o que aconteceu quando apareceu a notícia sobre o negócio entre a GP e a Laep. Mas, na verdade, houve apenas um acordo operacional”, diz o economista e analista, José Góes.

Apesar de ser uma ação que representa riscos para o investidor, Góes lembra que o papel possui uma grande marca do setor, o que pode atrair prováveis interessados na companhia. “A Laep possui um ativo muito bom, que é a marca Parmalat. Com um grande investidor e uma reestruturação da sua dívida, a empresa pode voltar a ser operacional e seu papel pode valorizar no longo prazo”, avalia o economista.

Sob o código MILK11, os papéis da Laep demonstram muita volatilidade. No período de um ano, a valorização foi de 97,56%, enquanto o Índice Bovespa subiu 18% durante o mesmo período. Entretanto, nos últimos 30 dias, com notícias que preocuparam investidores por todo o mundo por conta da crise grega, as ações da companhia se desvalorizaram 38,17%, mediante uma queda de 12% do Ibovespa. O papel da empresa fechou o pregão de ontem, 19 de maio, cotado a R$ 0,72, uma perda de 11,11%.

Laep e Parmalat

Com sede em Bermuda e existente desde 1994, a Laep Investiments atua nos setores de Alimentação e Varejo. Em 2006, ela adquiriu 98,5% do capital social da Parmalat Brasil, no âmbito de seu Plano de Recuperação Judicial após a falência de sua controladora anterior, localizada na Itália. O fato trouxe um empecilho na negociação de bens da companhia, uma vez que o Fisco determinou a penhora de diversos bens da empresa. Portanto, o consórcio realizado com a Monticiano é um importante passo para a valorização e recuperação da companhia.

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